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Google Wallet: o robozinho do Android quer devorar a sua carteira

postado em 31 de maio de 2011 por Jacqueline Alves
Google Wallet: o robozinho do Android quer devorar a sua carteira

A Google não quer dominar apenas a web, muito mais do que isso, ele quer transformar o virtual em objeto do mundo real. Com o jargão “make your phone your wallet” (transforme seu smatphone na sua carteira), o grupo promete modificar a ideia da carteira que conhecemos, através do Google Wallet, que em conjunto com o anteriormente divulgado Google Offers, fortalecem a praticidade do pagamento, além de possibilitar alguns descontos durante a compra.

Chega de papel, cartões de plástico e moedas. A Google não quer perder tempo ou espaço para a concorrência, que despontam com o Nexus S, que já está apto a usar o sistema NFC, o iPhone 5, que até então não será equipado com o hardware necessário, e empresas operadoras de crédito, que também buscam versões cada vez mais digitais e seguras de seus cartões. O Android será o integrador de todas as suas formas de pagamento, que poderão ser controladas através do aplicativo.

O app utilizará o sistema NFC (Near Field Communication), que permite ao usuário associar os cartões de crédito e de fidelização a um smartphone para efetuar pagamentos em lojas associadas, e o PayPass, da Mastercard Citi, Mastercard, First Data e Sprint. Com um toque na tela, o usuário autorizará transferências, facilitará pagamentos e organizará as compras. Além disso, a carteira virtual vai oferecer recursos que estreitam a relação entre as empresas e consumidores, expondo promoções e descontos para o cliente fidelizado. O sistema quer ser útil tanto para o usuário como para as empresas que possam vir a adotar o aplicativo. Em tese, até seus documentos de identidade e as chaves de casa e do carro poderão estar dentro dessa super carteira.

Além da apresentação do Wallet, a Google apresentou uma interessante integração com o Offers, um serviço de descontos locais, que pretende ser um rival do site Groupon, no qual a Google garantiu que, ao surgir um desconto em determinado local, o usuário terá apenas a tarefa de gravar o cupon de oferta no smartphone e depois passá-lo no leitor compatível com NFC.

O sistema contará com várias camadas de segurança, envolvendo forte encriptação de dados e um código PIN, que servirá para travar sua carteira contra uso não autorizado.

Inicialmente, o serviço vai estar disponível apenas nos EUA, e em algumas cidades, contando com parceiros como a Subway, a Toys’R’Us ou a FootLocker, funcionando somente com cartões MasterCard, com um cartão virtual da Google, baseado em um modelo pré-pago, ou com os cartões de fidelização das lojas parceiras do projeto.

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Eleições 2012: conto com o seu clique

postado em 12 de maio de 2011 por Cleiton de Oliveira
Eleições 2012: conto com o seu clique

Nos últimos anos, um dos assuntos mais comentados no mundo web foi a eleição do atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Sua campanha, que uniu um inovador e inédito ativismo online em seu site e nas redes sociais, juntamente com o já tradicional corpo a corpo, foi sem dúvida um dos fatores decisivos para a sua vitória. Desde então, sua imagem ficou cada vez mais pop e sua campanha virou alvo de estudos sobre como a internet pode ser utilizada para mobilizar as pessoas em torno de uma causa.

No Brasil, a "abordagem Obama" foi muito falada nas últimas eleições, mas de fato poucos foram os candidatos que usaram a internet realmente a seu favor, sobrando muito bate-boca virtual e pouca conversa. A "exceção" foi Marina Silva, que juntamente com sua campanha desenvolveu até mesmo um jogo ao estilo "Farmville" para gerar um maior envolvimento dos internautas. Seu perfil no Twitter ainda foi escolhido o melhor Twitter na categoria de política, no tradicional Shorty Awards, premiação voltada aos melhores perfis no microblog.

Mas, mesmo com todo o "amadorismo" que envolveu os candidatos brasileiros quando se fala de internet, a presidenta Dilma Rousseff está utilizando-se dela como um dos possíveis carros-chefes do seu governo, com o PNBL (Plano Nacional de Banda Larga) e de uma maior facilidade para investimentos em empresas de tecnologia no país, como é o exemplo da ampliação da Foxconn no Brasil. Além disso, o Senado nacional disponibiliza gratuitamente um aplicativo para iPhone e Android no qual os usuários podem acompanhar todos os acontecimentos da Casa.

As próximas eleições norte-americanas para a presidência se aproximam e Obama já saiu na frente. Inovando mais uma vez, ele anunciou a sua candidatura atráves de sua fanpage no Facebook no mês passado. Pouco depois, ele ainda foi até a sede da empresa, na Califórnia, para participar de uma sabatina online mediada pelo CEO do Facebook, Mark Zuckerberg. Semanas depois, a divulgação do assassinato do terrorista líder da Al Qaeda, Osama Bin Laden, se deu incialmente através do Twitter de um cidadão paquistanês. Depois de sua divulgação oficial, o número de menções e buscas sobre Bin Laden disparou na internet, e muita gente chegou até mesmo a cogitar que, com a morte do tão procurado terrorista, a vitória de Obama nas próximas eleições será fácil. Mas vale lembrar que George Bush (pai), ao final da Guerra do Golfo (a primeira, que aconteceu entre 1990 e 1991), tinha um enorme índice de aprovação de governo pelos americanos, mas mesmo assim perdeu as eleições para Bill Clinton. Isso sem contar que a economia norte-americana ainda anda bastante fragilizada, depois de uma série de problemas internos.

Outro meio que provavelmente será bastante utilizado nos Estados Unidos serão os serviços de geolocalização. O exemplo mais discutido até o momento é o do governador do Minessotta, Tim Pawlenty, que além de anunciar a sua pré-candidatura à presidência norte-americana, ainda está se utilizando de um meio de premiação aos apoiadores da sua campanha similar ao Foursquare, oferecendo pontos e badges cada vez que o apoiador completar tarefas como recrutar amigos ou declarar seu apoio. Existe ainda o Geopollster, no qual ao dar check-in no Foursquare, você também tem que dizer qual partido apóia, apontando quais locais tem uma maior concentração de eleitores de um determinado partido. Cada vez mais a internet se torna não apenas meio para encontrar seus amigos, mas também para ter o melhor acompanhamento do que acontece no seu país.

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Apple no Brasil: e o que você ganha com isso?

postado em 15 de abril de 2011 por Cleiton de Oliveira
Apple no Brasil: e o que você ganha com isso?

Desde o início deste ano, um dos assuntos mais comentados no Brasil relacionado à tecnologia é a possibilidade da instalação de uma fábrica que produziria iPads, o tablet da Apple, no país. Depois de muita especulação, a notícia foi divulgada esta semana pela presidenta Dilma Rousseff em visita oficial à China, que anunciou a ampliação dos negócios da empresa taiwanesa Foxconn no Brasil. A empresa, que já fabrica laptops para a Hewlett-Packard no país, investirá US$ 12 bilhões nos próximos cinco anos para a construção de uma fábrica para montar iPads, celulares, notebooks, monitores de escritório e aparelhos de TV de alta definição. O fato, comemorado pela imprensa e aficcionados por tecnologia, deixa de lado uma série de questões.

Durante anos construímos motores de Mustangs, mas o carro nunca foi vendido no país. Carros, motos, CDs, equipamentos tecnológicos e alimentícios são exportados, e vendidos por preços iguais ou mais baratos que os praticados dentro do próprio país de origem. E como isso é possível? A resposta é muito simples: por conta das altas taxas tributárias aplicadas aos produtos no Brasil. Muitas das vezes, nem nos damos conta, e ficamos sem saber que mais de 80% do valor pago em uma garrafa de cachaça são tributos, ou que quase metade do valor pago por um carro ou de uma televisão de última geração. Ao contrário do sistema americano de compras, não somos informados do valor pago de impostos a cada compra. Sem saber quanto o valor real das coisas, não temos a quem reclamar e ficamos à mercê das flutuações (ou não) dos preços. Mas em alguns casos, o governo decide dar uma ajudinha, diminuindo os impostos de algumas linhas de produtos, como recentemente aconteceu com carros, motos e produtos de linha branca. E parece querer fazer o mesmo com os tablets produzidos no país, oferecendo benefícios para as empresas que desenvolverem seus produtos no país e para seus consumidores.

Além disso, existe o nebuloso passado recente da Foxconn, que oferece na China péssimas condições trabalhistas aos seus funcionários, fato que levou 14 funcionários a se suicidarem, sendo que muitos deles são "alojados" em minúsculos aparatamentos compartilhados com outros funcionários, trabalhando 11 horas para ganhar um dólar e horas extras são usuais, ao meio de sujeira, poeira e muito barulho. Só na China, a Foxconn emprega 800 mil funcionários, e desde os suícidios, lançaram uma série de ações para freiar os suícidos: aumentaram em 70% o salário dos trabalhadores, organizaram festas e chamaram monges para estudarem o suposto mal do “feng shui” nas fábricas, além de colocar redes de segurança nas janelas dos prédios e em árvores. Medidas mínimas se comparado o lucro tanto da Foxconn quanto das empresas que utilizam seus serviços, e que ainda fazem vistas grossas aos acontecimentos. O dono da empresa, o taiwanês Terry Gou, já chegou a dizer anteriormente que os salários no Brasil são “muito altos” e que o Brasil jamais poderá fazer frente ao poder industrial da China: “Os brasileiros, assim que ouvem a palavra ‘futebol’, param de trabalhar.”. Com relação a toda a questão trabalhista, a legislação brasileira é bem mais severa que a chinesa, mas ainda temos vários pontos falhos, a começar pela própria fiscalização.

E ainda tem o divulgado número de contratações que a empresa irá realizar no país, 100 mil, que já é visto com desconfiança, principalmente pelo presidente da Abinee (Associação Brasileira das Empresas Eletroeletrônicas), Humberto Barbato, que acha o número inflacionado. No final, o jeito vai ser literalmente pagar para ver.

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