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As compras coletivas e o poder de consumo do brasileiro

postado em 17 de maio de 2011 por Jacqueline Alves
As compras coletivas e o poder de consumo do brasileiro

Afinal, quem precisa de quem? As compras coletivas precisam do consumidor ou o consumidor precisa das compras coletivas? Atualmente, o mercado está recheado de sites de compras coletivas que buscam oferecer pequenos diferenciais para manter – ou criar – fidelidade entre empresa e clientes. Muitos permanecem fiéis pela variedade, outros pelo bom preço. De qualquer forma, a procura cresce gradualmente em um mercado que chegou para ficar no Brasil.

A compra online, como muitos sabem, intensifica o poder de compra do consumidor, que já está acostumado à agilidade que a Internet proporciona. As empresas se preocupam cada vez mais em oferecer melhores formas de pagamento, rapidez na entrega dos produtos e qualidade no atendimento, tudo isso para garantir uma (duas, três, quatro...) fatias do mercado, que cresce ininterruptamente.

As compras coletivas, por sua vez, envolvem muito mais do que uma pequena compra individual, ela cria um vínculo com o promocional, onde o consumidor inquieta-se por sempre achar que, caso não esteja online no momento certo, perderá a grande oportunidade de comprar um novo produto, ingressos para o teatro ou aquela viagem dos sonhos, independente da qualidade posterior do atendimento ou da distância que terá que percorrer para utilizar o seu cupom. E não é só isso. Sites de compra coletiva criam um laço com o consumidor que, mesmo sem ter um objetivo em mente, acaba comprando por impulso, por achar barato ou por ter certeza que a promoção não se repetirá outras vezes. Ela pode não se repetir, mas certamente aparecerá outra melhor e mais completa que o seu investimento. Essa é a alma do negócio: mostrar que aquela promoção pode ser a única chance da sua vida de garantir o produto.

Os sites de compra coletiva, como o Groupon, Peixe Urbano, Click On, entre outros, precisam muito desses consumidores, afoitos pelo consumo impulsivo, que despreza a deliberação sobre prioridades e necessidades. O consumidor, entretanto, encontra nas compras coletivas uma forma rápida e prática de obter o que deseja (ou não), para suprir necessidades muitas vezes psicológicas que eles mesmos desconhecem. E, é claro, isso não acontece apenas no ambiente virtual, tornou-se uma patologia moderna usar a compulsão pelas compras como fuga da própria realidade.

Com o crescimento sócio-econômico do país, o poder de compra do brasileiro alcança patamares impensáveis há décadas atrás, o que fortalece o mercado online, que preza pela variedade de produtos e acessibilidade aos compradores potenciais. Todos viviam bem antes dos sites de compra coletiva, hoje todos vivem bem, gastando mais do que têm, com uma infinidade de produtos que, provavelmente, não serão usados. O mais importante em qualquer situação de compra ou não, continua sendo o uso do bom senso, e é isso que as empresas não querem deixar escapar aos ouvidos dos consumidores. Apenas desejam garantir a sua fidelidade e retorno ao site, para mais e mais compras sem sentido.

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Mulheres na web: oportunidade constante às empresas

postado em 16 de fevereiro de 2011 por Jacqueline Alves
Mulheres na web: oportunidade constante às empresas

As mulheres provam a cada dia o quanto são importantes para as empresas. Diferente dos homens, elas se envolvem muito mais com as marcas e permanecem fiéis a elas quando são bem tratadas. Por isso, mulher na web está longe de ser um perigo, muito pelo contrário, é uma grande oportunidade para o crescimento de marcas, empresas e de participação no mercado.

Mulher satisfeita em relação a um produto e/ou marca não guardará essa informação para si. Vai contar ao mundo o que acha, o que sente e o benefício alcançado ao interagir com determinado produto. Não apenas através do boca a boca em um happy hour com os amigos, mas também nas redes sociais. Segundo a pesquisa da TNS, realizada no Brasil e em mais 45 países, elas dedicam em média sete horas semanais em redes sociais (uma hora a mais do que os homens) e aceitam com mais facilidade a intervenção de marcas em suas páginas no Orkut, Facebook e Twitter.

Atualmente, 83% das internautas brasileiras afirmam que, ao ver um comercial interessante na televisão, buscam mais informações na web sobre o produto, comprovando a importância da participação ativa das empresas na Internet. Muitas já utilizam o Twitter como ferramenta para tirar dúvidas, envio de sugestões e reclamações. As empresas devem ficar ligadas a isso e oferecer um serviço rápido e eficaz, para não agredir a imagem de seus produtos.

Ainda em relação à pesquisa, os produtos que as mulheres mais compram na web (ecommerce) são os cosméticos (30% das entrevistadas), roupas (26%), perfumes (24%), calçados (21%) e produtos de higiene e de cuidados para bebês (12%).

É fundamental entender o comportamento de compra do público feminino na Internet, quais são os seus verdadeiros interesses e criar oportunidades para que elas firmem ainda mais suas preferências em relação a produtos e marcas, além de aumentar o relacionamento entre consumidor e empresa.

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