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Eleições 2012: conto com o seu clique

postado em 12 de maio de 2011 por Cleiton de Oliveira
Eleições 2012: conto com o seu clique

Nos últimos anos, um dos assuntos mais comentados no mundo web foi a eleição do atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Sua campanha, que uniu um inovador e inédito ativismo online em seu site e nas redes sociais, juntamente com o já tradicional corpo a corpo, foi sem dúvida um dos fatores decisivos para a sua vitória. Desde então, sua imagem ficou cada vez mais pop e sua campanha virou alvo de estudos sobre como a internet pode ser utilizada para mobilizar as pessoas em torno de uma causa.

No Brasil, a "abordagem Obama" foi muito falada nas últimas eleições, mas de fato poucos foram os candidatos que usaram a internet realmente a seu favor, sobrando muito bate-boca virtual e pouca conversa. A "exceção" foi Marina Silva, que juntamente com sua campanha desenvolveu até mesmo um jogo ao estilo "Farmville" para gerar um maior envolvimento dos internautas. Seu perfil no Twitter ainda foi escolhido o melhor Twitter na categoria de política, no tradicional Shorty Awards, premiação voltada aos melhores perfis no microblog.

Mas, mesmo com todo o "amadorismo" que envolveu os candidatos brasileiros quando se fala de internet, a presidenta Dilma Rousseff está utilizando-se dela como um dos possíveis carros-chefes do seu governo, com o PNBL (Plano Nacional de Banda Larga) e de uma maior facilidade para investimentos em empresas de tecnologia no país, como é o exemplo da ampliação da Foxconn no Brasil. Além disso, o Senado nacional disponibiliza gratuitamente um aplicativo para iPhone e Android no qual os usuários podem acompanhar todos os acontecimentos da Casa.

As próximas eleições norte-americanas para a presidência se aproximam e Obama já saiu na frente. Inovando mais uma vez, ele anunciou a sua candidatura atráves de sua fanpage no Facebook no mês passado. Pouco depois, ele ainda foi até a sede da empresa, na Califórnia, para participar de uma sabatina online mediada pelo CEO do Facebook, Mark Zuckerberg. Semanas depois, a divulgação do assassinato do terrorista líder da Al Qaeda, Osama Bin Laden, se deu incialmente através do Twitter de um cidadão paquistanês. Depois de sua divulgação oficial, o número de menções e buscas sobre Bin Laden disparou na internet, e muita gente chegou até mesmo a cogitar que, com a morte do tão procurado terrorista, a vitória de Obama nas próximas eleições será fácil. Mas vale lembrar que George Bush (pai), ao final da Guerra do Golfo (a primeira, que aconteceu entre 1990 e 1991), tinha um enorme índice de aprovação de governo pelos americanos, mas mesmo assim perdeu as eleições para Bill Clinton. Isso sem contar que a economia norte-americana ainda anda bastante fragilizada, depois de uma série de problemas internos.

Outro meio que provavelmente será bastante utilizado nos Estados Unidos serão os serviços de geolocalização. O exemplo mais discutido até o momento é o do governador do Minessotta, Tim Pawlenty, que além de anunciar a sua pré-candidatura à presidência norte-americana, ainda está se utilizando de um meio de premiação aos apoiadores da sua campanha similar ao Foursquare, oferecendo pontos e badges cada vez que o apoiador completar tarefas como recrutar amigos ou declarar seu apoio. Existe ainda o Geopollster, no qual ao dar check-in no Foursquare, você também tem que dizer qual partido apóia, apontando quais locais tem uma maior concentração de eleitores de um determinado partido. Cada vez mais a internet se torna não apenas meio para encontrar seus amigos, mas também para ter o melhor acompanhamento do que acontece no seu país.

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Cinema Na Chapa – Computadores e Hackers

postado em 25 de fevereiro de 2011 por Cleiton de Oliveira
Cinema Na Chapa – Computadores e Hackers

O cinema sempre foi um espaço para se ver histórias reais, experimentações e fantasias das mais variadas nuances. Desde o início, tecnologia e visões futuristas são retratadas em película. Hoje em dia robôs e computadores fazem parte do nosso cotidiano: o futuro se faz presente no dia a dia.

Aproveitando a indicação de "A Rede Social", filme que conta a história da criação do Facebook, em oito das principais categorias do Oscar, que acontece no próximo domingo, o Na Chapa realizará uma série de posts sobre a visão do cinema sobre tecnologia e  internet, elencando “títulos-referência” e abordando temas como robôs, computadores, hackers, realidade virtual e sites. Pegue sua pipoca e boa diversão!

Computadores e hackers na visão “peculiar” do cinema:

Computadores, novas tecnologias e descobertas científicas sempre foram vistas com olhares de admiração e ao mesmo tempo como suspeitos, em parte pelo medo do desconhecido e das novas possibilidades que eles trazem. E, assim como os robôs, eles e seus operadores sempre foram retratados de forma peculiar emblemática pelo cinema.

Nos anos 50, a IBM era a empresa líder no setor e o ENIAC já havia sido lançado. Os computadores começaram a ser retratados com maior destaque nos filmes, e em grande parte das vezes com funções e componentes "ultra-avançados", capazes de realizar quase tudo: assim era o Interocitor, do filme This Island Earth, de 1955, que com seu design futurista só tinha o problema de não poder realizar a troca de nenhum de seus componentes (um pré-Apple?).

Na mesma década, ainda surgiram The Great Machine, do filme Forbidden Planet, de 1956, um imenso computador que foi construído no interior de um planeta inteiro, e o EMERAC, um cérebro eletrônico que é tratado pelos funcionários de uma empresa como seu substituto (uma alusão clara ao medo dos trabalhadores serem substituídos por máquinas). Na verdade ele foi desenvolvido apenas como um facilitador, na comédia Desk Set, de 1957.

- O domínio dos computadores que tudo sabem

Os anos 60 trouxeram máquinas que ganharam notoriedade, como Alpha 60, do filme do francês Jean-Luc Godard, Alphaville, de 1965, uma unidade mantenedora da ordem ditatorial na cidade que dá nome ao filme. Outro exemplo popular é HAL 9000, que no filme de 2001: A Space Odyssey, lançado por Stanley Kubrick em 1968, um computador com inteligência artificial que é responsável pela nave espacial Discovery. Além dos comandos da nave e de sua onipresença, ele ainda realiza diversas funções, inclusive jogando xadrez.

O tenso ambiente político dos anos 70 também foi refletido nos computadores dessa época, pelo menos nos filmes. O filme Colossus: The Forbin Project de 1970 apresenta Colossus, um computador americano, e o Guardian, uma máquina soviética, as duas controlam os armamentos de ambos os países, até que eles se unem na intenção de destruir o mundo. Entre outros computadores dessa década também destacamos o Mother, que comandava a nave Nostromo no primeiro Alien, de 1979.

- A ascenção do hackers

Juntamente com o surgimento dos computadores pessoais, a indústria cinematográfica também começou a explorar a figura do hacker. Mas ele, assim com o computador, também é normalmente retratado de uma forma muito romântica, comandando computadores comuns que invadiam todos os sistemas de segurança imagináveis.

O computador mais famoso dessa década é sem dúvida alguma a Skynet, que se volta contra seus criadores e a humanidade (tema já recorrente no cinema) em The Terminator, de 1984. Além disso, ainda surgem o Master Control Program em Tron, de 1982, que controla o mundo digital, e o WOPR (War Operations Plan Response), um computador simulador de guerras e que com a capacidade de controlar o armamento nuclear americano no filme WarGames, de 1983.

Os primeiros hackers de destaque do cinema foram representados por Kevin Flynn (Jeff Bridges), o herói de Tron; David Lightman (Matthew Broderick), o adolescente hacker que consegue acessar a WORP do quarto de sua casa e quase leva o mundo a uma guerra nuclear, e "Gus" Gorman (Richard Pryor), que hackeia computadores e satélites em Superman III, de 1983, a favor do empresário Ross Webster.

- A supremacia da web

Os anos 90 trouxeram a abertura do mundo com o fim da Guerra Fria e a popularização do computador no cotidiano das pessoas em todo o mundo, e no cinema também  não foi diferente. Nesta década tivemos Lucy, o computador usado para hackear Gibson, no filme Hackers, de 1995, além de Euclid, a máquina que Max Cohen utiliza para buscar o "número mágico" em Pi, de 1998, e a Matrix, do filme homônimo e clássico de 1999, no qual os humanos são conectados a ela, vivendo em uma realidade virtual no seu interior.

Além do hacker Neo, o protagonista de Matrix e esperança da humanidade no filme, ainda havia Mouse, a pessoa por trás dos ambientes virtuais que simulam a Matrix. Outros hackers dessa década são Angela Bennett (Sandra Bullock) em The Net, de 1995, os personagens de Quebra de Sigilo, de 1992, e o elenco de Hackers.

Outro filme que merece ser destacado na mesma epóca é Pirates of Silicon Valley, de 1999, que mostrando a história da Microsoft e da Apple desde os anos 70.

Nos anos 00, o uso de computadores sensacionais ou hackers brilhantes vira sinônimo de bom público para as salas de cinema, fazendo surgir a Red Queen, na adaptação cinematográfica do game Resident Evil, de 2000; o ajudante de Tony Stark JARVIS, no filme Iron Man de 2008, Auto, a máquina que também é piloto automático de WALL-E, de 2008, GERTY 3000 no filme Moon, de 2009 e Deep Thought no The Hitchhiker's Guide to the Galaxy, de 2005.

"Os hackers da década", segundo Hollywood, são Stanley Jobson (Hugh Jackman) em Swordfish, de 2001, Kevin Mitnick (Skeet Ulrich) em Operation Takedown, de 2000 e Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg) em The Social Network, de 2010.

Os computadores hoje em dia são figura de destaque em Hollywood também por trás das câmeras, na edição, inclusão de efeitos especiais e outras infinidades de coisas; até filmes inteiros são feitos somente nesta ferramenta. Mas todo o progresso tem um preço: a internet também ajudou a diminuir os lucros das produtoras, através de compartilhamentos não permitidos de filmes através da internet. Os computadores e hackers não são mais apenas meros coadjuvantes para a indústria cinematográfica, e soluções que integrem a internet com os filmes e cinemas estão cada vez mais em voga.

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Internet

Mulheres na web: oportunidade constante às empresas

postado em 16 de fevereiro de 2011 por Jacqueline Alves
Mulheres na web: oportunidade constante às empresas

As mulheres provam a cada dia o quanto são importantes para as empresas. Diferente dos homens, elas se envolvem muito mais com as marcas e permanecem fiéis a elas quando são bem tratadas. Por isso, mulher na web está longe de ser um perigo, muito pelo contrário, é uma grande oportunidade para o crescimento de marcas, empresas e de participação no mercado.

Mulher satisfeita em relação a um produto e/ou marca não guardará essa informação para si. Vai contar ao mundo o que acha, o que sente e o benefício alcançado ao interagir com determinado produto. Não apenas através do boca a boca em um happy hour com os amigos, mas também nas redes sociais. Segundo a pesquisa da TNS, realizada no Brasil e em mais 45 países, elas dedicam em média sete horas semanais em redes sociais (uma hora a mais do que os homens) e aceitam com mais facilidade a intervenção de marcas em suas páginas no Orkut, Facebook e Twitter.

Atualmente, 83% das internautas brasileiras afirmam que, ao ver um comercial interessante na televisão, buscam mais informações na web sobre o produto, comprovando a importância da participação ativa das empresas na Internet. Muitas já utilizam o Twitter como ferramenta para tirar dúvidas, envio de sugestões e reclamações. As empresas devem ficar ligadas a isso e oferecer um serviço rápido e eficaz, para não agredir a imagem de seus produtos.

Ainda em relação à pesquisa, os produtos que as mulheres mais compram na web (ecommerce) são os cosméticos (30% das entrevistadas), roupas (26%), perfumes (24%), calçados (21%) e produtos de higiene e de cuidados para bebês (12%).

É fundamental entender o comportamento de compra do público feminino na Internet, quais são os seus verdadeiros interesses e criar oportunidades para que elas firmem ainda mais suas preferências em relação a produtos e marcas, além de aumentar o relacionamento entre consumidor e empresa.

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