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Comportamento

Web arqueologia

postado em 21 de julho de 2011 por Cleiton de Oliveira
Web arqueologia

"Como vivíamos sem a internet?" e "O que seria de nós sem o Google?" são as perguntas mais comuns hoje em dia. Esse espanto também surge a cada vez que utilizamos um serviço ou programa digital tido como essencial. Enquanto isso, mais da metade da humanidade não tem acesso à internet. Tudo bem, a internet é realmente uma coisa fascinante, e a sua facilidade de encontrar as coisas que procuramos é uma de suas funcionalidades mais notadas pelos seus usuários. Entretanto, o que acontece com o nosso espírito aventureiro?

Antigamente, caso você resolvesse procurar sobre determinado assunto ou produto, tinha que gastar um tempo em bibliotecas ou sair procurando pessoas, lojas e lugares com maiores informações, o que te levava a vivenciar novas coisas, além de lidar com portas na cara e outras dificuldades como distância, pistas erradas e horário. Mas, em compensação, o prazer no final da jornada era indescritível, e a dificuldade do processo dava mais ânimo. Agíamos como garimpadores ou arqueologistas, indo para terras nunca antes desbravadas em busca de nossas riquezas particulares e obscuras.

Atualmente o processo é bem mais simples: uma "googlada" e todo o caminho das pedras já está descrito. Com apenas um perfil, você mantém contato com todos os seus amigos e interesses. E por que não juntar tudo isso? Muitos usuários acham mais prático perguntar "onde posso encontrar..." e outras dúvidas aos seus contatos; dúvidas simples e que podem ser respondidas com um pouco mais de dedicação. E o Google ainda oferece um sistema de buscas cada vez mais social: ao procurar algo os primeiros resultados agora mostram os links que já foram compartilhados por seus contatos nas redes sociais ou avaliados como "+1". Com isso, visitamos agora os mesmos sites dos nossos relacionados, e numa analogia à música, estamos mais no repeat que no shuffle, sem contar que raramente um usuário passa das três primeiras páginas de resultados na busca tradicional.

Nesse sentido, a arqueologia digital está cada vez menos usual, a ponto de ver publicações perguntarem aos seus seguidores "qual pauta queriam ver", demonstrando falta de curiosidade, de espírito de procura-aventura e um desejo excessivo em apenas agradar o cliente, entregando para ele apenas aquilo que ele acha que quer ler. E, apesar do vintage estar na moda, as pessoas não se esforçam em sair escavando atrás do que gostam. Portanto, fica a dica: por mais que a internet facilite a nossa vida e o Google aparente ter a resposta para o universo e tudo mais, é bem melhor quando arregaçamos as mangas e agimos como arqueologistas dos nossos interesses, ao invés de esperarmos a resposta pronta vir de algo ou alguém.

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Eventos

#diadorock e a internet como mola propulsora da música

postado em 13 de julho de 2011 por Jacqueline Alves
#diadorock e a internet como mola propulsora da música

E aí, já mudou o seu avatar nas redes sociais para homenagear a banda ou artista que curte? Se ainda não trocou, provavelmente alguém em sua timeline ou rede de amigos vai compartilhar a ideia com você. Pois bem, em meio a várias possibilidades de celebrar o Dia Mundial do Rock, pensei em selecionar alguns projetos musicais e audiovisuais que sejam criativos e que utilizam a internet como apoio e divulgação. Já adianto que muitos trabalhos não serão citados, pois existe uma infinidade de criações digitais perdidas na web, mas escolhi algumas do cenário internacional e nacional que marcaram de alguma forma a nossa percepção sobre a música e internet.

No último Festival de Cannes, que aconteceu em junho desse ano, o Brasil encerrou a participação com 68 leões, um novo recorde para o país. Uma das premiações musicais que trouxe ouro para o Brasil na categoria PR foi o Skank Play, criado pela agência Don’t Try This, para a banda mineira Skank.

A experiência multi-janelas em HTML5, denominada The Wilderness Downtown, criada pelo Google e Chris Milk, para a banda canadense Arcade Fire, levou um dos GPs de Cyber no festival. Chris Milk também contribuiu para a produção e experiência visual coletiva da performance da banda no Festival de Coachella, na Califórnia, EUA.

A banda sempre inova em seus projetos musicais, principalmente quando utilizam a web como meio de divulgação ou promoção das músicas e novos trabalhos. Dois singles de seu penúltimo disco, Neon Bible, ganharam sites bem elaborados: www.rorrimkcalb.com, em relação à música Black Mirror, e www.beonlineb.com, que divulga o álbum Neon Bible.

Recentemente, a banda inglesa Coldplay soltou em seu Twitter oficial alguns vídeos enigmáticos referentes ao novo álbum e sua nova fase, que mostram artes inspiradas em grafite formando as frases: “And All The Kids They Dance All The Kids All Night Until Monday Morning Feels Another Life” e “I Turn the Music Up / I’m  on A Roll This Time and Heaven is in Sight” . O single Every Teardrop is a Waterfall, lançado na iTunes Store, é um misto de cores com a tecnologia audiovisual em stopmotion.

A internet é um grande palco de possibilidades para a música que, se usado com criatividade, pode promover e consagrar muitos artistas do Rock, sendo eles novos no cenário ou aqueles antigos que pretendem manter e reafirmar a boa imagem. E lembre-se, “never too old to rock”.

Veja outros posts sobre música aqui.

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Inovação

Google Wallet: o robozinho do Android quer devorar a sua carteira

postado em 31 de maio de 2011 por Jacqueline Alves
Google Wallet: o robozinho do Android quer devorar a sua carteira

A Google não quer dominar apenas a web, muito mais do que isso, ele quer transformar o virtual em objeto do mundo real. Com o jargão “make your phone your wallet” (transforme seu smatphone na sua carteira), o grupo promete modificar a ideia da carteira que conhecemos, através do Google Wallet, que em conjunto com o anteriormente divulgado Google Offers, fortalecem a praticidade do pagamento, além de possibilitar alguns descontos durante a compra.

Chega de papel, cartões de plástico e moedas. A Google não quer perder tempo ou espaço para a concorrência, que despontam com o Nexus S, que já está apto a usar o sistema NFC, o iPhone 5, que até então não será equipado com o hardware necessário, e empresas operadoras de crédito, que também buscam versões cada vez mais digitais e seguras de seus cartões. O Android será o integrador de todas as suas formas de pagamento, que poderão ser controladas através do aplicativo.

O app utilizará o sistema NFC (Near Field Communication), que permite ao usuário associar os cartões de crédito e de fidelização a um smartphone para efetuar pagamentos em lojas associadas, e o PayPass, da Mastercard Citi, Mastercard, First Data e Sprint. Com um toque na tela, o usuário autorizará transferências, facilitará pagamentos e organizará as compras. Além disso, a carteira virtual vai oferecer recursos que estreitam a relação entre as empresas e consumidores, expondo promoções e descontos para o cliente fidelizado. O sistema quer ser útil tanto para o usuário como para as empresas que possam vir a adotar o aplicativo. Em tese, até seus documentos de identidade e as chaves de casa e do carro poderão estar dentro dessa super carteira.

Além da apresentação do Wallet, a Google apresentou uma interessante integração com o Offers, um serviço de descontos locais, que pretende ser um rival do site Groupon, no qual a Google garantiu que, ao surgir um desconto em determinado local, o usuário terá apenas a tarefa de gravar o cupon de oferta no smartphone e depois passá-lo no leitor compatível com NFC.

O sistema contará com várias camadas de segurança, envolvendo forte encriptação de dados e um código PIN, que servirá para travar sua carteira contra uso não autorizado.

Inicialmente, o serviço vai estar disponível apenas nos EUA, e em algumas cidades, contando com parceiros como a Subway, a Toys’R’Us ou a FootLocker, funcionando somente com cartões MasterCard, com um cartão virtual da Google, baseado em um modelo pré-pago, ou com os cartões de fidelização das lojas parceiras do projeto.

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