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Tag: Música

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#diadorock e a internet como mola propulsora da música

postado em 13 de julho de 2011 por Jacqueline Alves
#diadorock e a internet como mola propulsora da música

E aí, já mudou o seu avatar nas redes sociais para homenagear a banda ou artista que curte? Se ainda não trocou, provavelmente alguém em sua timeline ou rede de amigos vai compartilhar a ideia com você. Pois bem, em meio a várias possibilidades de celebrar o Dia Mundial do Rock, pensei em selecionar alguns projetos musicais e audiovisuais que sejam criativos e que utilizam a internet como apoio e divulgação. Já adianto que muitos trabalhos não serão citados, pois existe uma infinidade de criações digitais perdidas na web, mas escolhi algumas do cenário internacional e nacional que marcaram de alguma forma a nossa percepção sobre a música e internet.

No último Festival de Cannes, que aconteceu em junho desse ano, o Brasil encerrou a participação com 68 leões, um novo recorde para o país. Uma das premiações musicais que trouxe ouro para o Brasil na categoria PR foi o Skank Play, criado pela agência Don’t Try This, para a banda mineira Skank.

A experiência multi-janelas em HTML5, denominada The Wilderness Downtown, criada pelo Google e Chris Milk, para a banda canadense Arcade Fire, levou um dos GPs de Cyber no festival. Chris Milk também contribuiu para a produção e experiência visual coletiva da performance da banda no Festival de Coachella, na Califórnia, EUA.

A banda sempre inova em seus projetos musicais, principalmente quando utilizam a web como meio de divulgação ou promoção das músicas e novos trabalhos. Dois singles de seu penúltimo disco, Neon Bible, ganharam sites bem elaborados: www.rorrimkcalb.com, em relação à música Black Mirror, e www.beonlineb.com, que divulga o álbum Neon Bible.

Recentemente, a banda inglesa Coldplay soltou em seu Twitter oficial alguns vídeos enigmáticos referentes ao novo álbum e sua nova fase, que mostram artes inspiradas em grafite formando as frases: “And All The Kids They Dance All The Kids All Night Until Monday Morning Feels Another Life” e “I Turn the Music Up / I’m  on A Roll This Time and Heaven is in Sight” . O single Every Teardrop is a Waterfall, lançado na iTunes Store, é um misto de cores com a tecnologia audiovisual em stopmotion.

A internet é um grande palco de possibilidades para a música que, se usado com criatividade, pode promover e consagrar muitos artistas do Rock, sendo eles novos no cenário ou aqueles antigos que pretendem manter e reafirmar a boa imagem. E lembre-se, “never too old to rock”.

Veja outros posts sobre música aqui.

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Comportamento

Todo DJ de (turntable.fm) já tuitou

postado em 7 de julho de 2011 por Cleiton de Oliveira
Todo DJ de (turntable.fm) já tuitou

Nas últimas duas semanas, fãs de música, DJs e sites de tecnologia divulgaram e se entusiasmaram com o Turntable.fm, um site no qual os usuários participam do mais próximo de uma "balada virtual" que já se chegou. Não, o site não é uma nova versão do Second Life ou similares. Já ouço falar dele há cerca de dois meses, mas, ao contrário do que quase todo mundo está falando (uma vez que o acesso ao site é limitado a quem receber um link de participação ou tiver um contato de Facebook que já está dentro do site), não achei sua ideia assim tão totalmente excelente e maravilhosa.

Vamos aos fatos: o usuário adota um nick e avatar e, uma vez dentro, passeia por um site com uma organização similar aos bate-papos da UOL, com salas evidenciando a preferência do usuário. Caso escolha uma sala com menos de cinco DJs, ele também pode atacar de ex-BBB, selecionando músicas do database do site ou subindo-a, caso não a encontre. Cada "DJ de notebook" toca uma música por vez, e sua escolha é votada pelos outros usuários da sala através dos botões Lame (ruim) ou Awesome (sensacional). Essa pontuação ajuda o usuário a aumentar a customização de seu avatar. E as salas ainda oferecem um chat coletivo, similar aos... bate-papos da UOL.

Muitas pessoas já discutiram qual o papel da internet e das redes sociais nas baladas, e o surgimento do Turntable.fm é mais um capítulo desse debate sem conclusão, no qual algumas coisas são cada vez mais certas: as pessoas têm ido para a balada para encontrar aquele contato que ficou as cutucando no Facebook, mandando DM via Twitter ou aquela paquera do Tastebuds.fm, ou para simplesmente encontrar e papear com os amigos de forma física, depois de tanta conversa virtual. Além disso, a galera tira foto pro Instagram, Flickr e Facebook, faz vídeo para subir no YouTube e Vimeo, além de indicar onde está pelo Foursquare e narrar em tempo real o que está acontecendo via Twitter. O DJ parece ter cada vez menos prestígio (talvez pelo fato de todo mundo se achar DJ? ou por conta dos ex-BBB's DJs e genéricos?). A música é cada vez menos protagonista absoluta, o virtual ganha importância, e o carão continua presente.

O Turntable.fm pode ser uma boa forma de dar uma descontraída com uma galera enquanto se está na frente do computador, quase um happy hour digital, mas temo a possibilidade de muitas pessoas começarem a gastar seu tempo livre discotecando ou proseando em uma balada online ao invés de em uma "real", medo esse não tão injustificado nesse mundo de valorização do virtual. Isso sem contar a baixa fidelidade do som, mas isso não é lá tão importante nas baladas que priorizam a batida e o som nas alturas, certo? O importante é fazer amigos, demonstrar conhecimento musical e bom manejo do rebanho.

Caso você queira brincar nele, fica o aviso: por conta das questões "judiciais", o site foi bloqueado fora dos Estados Unidos. Isso sem contar o fato de que os executivos da música ainda nem se pronunciaram oficialmente a respeito do que acham sobre a utilização de"suas" músicas, que estão por mais que estranho possa parecer, dentro de padrões reconhecidos como o da rádio online Pandora, ou o site de mixtapes 8tracks . O clima é de festejar freneticamente antes que a polícia baixe no recinto. E, pelo visto, a festa não tem hora para acabar, desde que o síndico não a proíba.

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Internet

Música 2.0

postado em 4 de março de 2011 por Cleiton de Oliveira
Música 2.0

O surgimento do Napster junto com sites e programas de compartilhamento de arquivos no final dos anos 90 trouxe o quase término do mercado musical, mas ele está cada vez melhor e mais dinâmico. Com a criação do MySpace em 2003, artistas com menos recursos tiveram um novo espaço para divulgação, aproximando-os dos fãs e pessoas de todo o mundo. Os primeiros nomes a surgirem com reconhecimento pelo mercado foram Clap Your Hands Say Yeah (que vendeu mais de 125 mil cópias de seu primeiro disco de forma independente), Arcade Fire (banda radicada no Canadá que ganhou o Grammy de Melhor Disco o Ano em 2011), e no Brasil Mallu Magalhães. O grande nome da vez é Justin Bieber, que com apenas 17 anos já tem um filme-show em 3D de sua vida e turnê.

Atualmente, o MySpace agoniza e é vendido; novas formas independentes de aproximar público e artistas surgem. Primeiro veio os serviços de streaming e a possibilidade de compra de músicas multi-formatos e com preços variados (ou até mesmo sem valor tabelado, como no caso do Radiohead, em 2007). Frequentemente, artistas disponibilizam a audição completa de seus novos trabalhos através de sites que promovem uma "festa global coletiva de audição", no qual os usuários ainda podem comentar suas impressões em tempo real nas redes sociais, como já fizeram Keren Ann e os veteranos do R.E.M.

O primeiro live stream foi realizado pelo YouTube, em 2008. No ano passado, Ben Folds utilizou o Chatroulette para transmitir e improvisar com quem surgisse no chat randômico em vídeo. O Arcade Fire transmitiu seu show no Madison Square Garden e o espectador podia comentar, escolher a câmera que veria o show e a música do bis. O número de artistas que utilizam plataformas variadas de live stream só aumenta, em alguns casos de forma inovadora.

É o que acontece com a casa de shows Roundhouse, em Londres, que regularmente apresenta o projeto Blackbox, com live stream de bandas tocando ao vivo na casa, mas com as portas fechadas para o público, transformando a web como único meio de assistir aos espetáculos. Não obstante, os shows ainda são transmitidos com novas ferramentas, como no primeiro live stream a utilizar apenas imagens térmicas com a banda Is Tropical; e nesta semana com o primeiro show usando o 3D mapping do ambiente, por meio de hackings da plataforma de games Kinect para X-Box 360, no show da banda British Sea Power, que une inovação e tecnologias diferenciadas para a geração de um novo conteúdo e novas percepções do que é música. Essa indústria pode ter se tornado menor, mas os artistas estão ligados nas possibilidades que podem ir ainda mais longe.

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