Afinal, quem precisa de quem? As compras coletivas precisam do consumidor ou o consumidor precisa das compras coletivas? Atualmente, o mercado está recheado de sites de compras coletivas que buscam oferecer pequenos diferenciais para manter – ou criar – fidelidade entre empresa e clientes. Muitos permanecem fiéis pela variedade, outros pelo bom preço. De qualquer forma, a procura cresce gradualmente em um mercado que chegou para ficar no Brasil.
A compra online, como muitos sabem, intensifica o poder de compra do consumidor, que já está acostumado à agilidade que a Internet proporciona. As empresas se preocupam cada vez mais em oferecer melhores formas de pagamento, rapidez na entrega dos produtos e qualidade no atendimento, tudo isso para garantir uma (duas, três, quatro...) fatias do mercado, que cresce ininterruptamente.
As compras coletivas, por sua vez, envolvem muito mais do que uma pequena compra individual, ela cria um vínculo com o promocional, onde o consumidor inquieta-se por sempre achar que, caso não esteja online no momento certo, perderá a grande oportunidade de comprar um novo produto, ingressos para o teatro ou aquela viagem dos sonhos, independente da qualidade posterior do atendimento ou da distância que terá que percorrer para utilizar o seu cupom. E não é só isso. Sites de compra coletiva criam um laço com o consumidor que, mesmo sem ter um objetivo em mente, acaba comprando por impulso, por achar barato ou por ter certeza que a promoção não se repetirá outras vezes. Ela pode não se repetir, mas certamente aparecerá outra melhor e mais completa que o seu investimento. Essa é a alma do negócio: mostrar que aquela promoção pode ser a única chance da sua vida de garantir o produto.
Os sites de compra coletiva, como o Groupon, Peixe Urbano, Click On, entre outros, precisam muito desses consumidores, afoitos pelo consumo impulsivo, que despreza a deliberação sobre prioridades e necessidades. O consumidor, entretanto, encontra nas compras coletivas uma forma rápida e prática de obter o que deseja (ou não), para suprir necessidades muitas vezes psicológicas que eles mesmos desconhecem. E, é claro, isso não acontece apenas no ambiente virtual, tornou-se uma patologia moderna usar a compulsão pelas compras como fuga da própria realidade.
Com o crescimento sócio-econômico do país, o poder de compra do brasileiro alcança patamares impensáveis há décadas atrás, o que fortalece o mercado online, que preza pela variedade de produtos e acessibilidade aos compradores potenciais. Todos viviam bem antes dos sites de compra coletiva, hoje todos vivem bem, gastando mais do que têm, com uma infinidade de produtos que, provavelmente, não serão usados. O mais importante em qualquer situação de compra ou não, continua sendo o uso do bom senso, e é isso que as empresas não querem deixar escapar aos ouvidos dos consumidores. Apenas desejam garantir a sua fidelidade e retorno ao site, para mais e mais compras sem sentido.
Quem está acostumado com o universo da Internet se depara diariamente com verbetes para tudo quanto é tipo de situação, da inusitada a mais banal possível. E não é só isso. Há símbolos que traduzem muito bem as ações e reações dos indivíduos, oferecendo mais emoção às conversas online.
A versão inglesa do dicionário Oxford adicionou três novos verbetes, que são: LOL, OMG e ♥. A razão da inserção etimológica é que estes verbetes são fortemente associados com a linguagem de comunicação eletrônica, além da praticidade do uso e do conhecimento comum de quem utiliza a web frequentemente.
Para quem não sabe, a sigla LOL significa laugh out loud (rindo alto, em português) e OMG Oh my God (Oh meu Deus, em português). Mas estas siglas não se direcionavam a estes sentidos antigamente. OMG, por exemplo, surgiu pela primeira vez em uma carta pessoal de 1917. LOL data de 1960, mas, na época, significava little old lady.
O mundo real também sofre impactos com essas novas expressões. Quantas pessoas você já viu por aí desenhando um coração com as mãos? Para muitos pode até ser bobagem, mas esta ação não deixa de ser um gesto comunicacional, que transmite emoção a quem recebe. LOL reflete um estado de entusiasmo elevado ou irrefletido, que pode aparecer em discursos reais, assim como o verbete OMG. A tecnologia móvel também pode fazer uso destes verbetes para agilizar a comunicação entre pessoas, encurtando palavras e frases.
A tendência é que este número cresça cada vez mais, não para substituir palavras já existentes, mas para somar, tornando a comunicação mais simples, rápida e simbólica.
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