Nos últimos anos, um dos assuntos mais comentados no mundo web foi a eleição do atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Sua campanha, que uniu um inovador e inédito ativismo online em seu site e nas redes sociais, juntamente com o já tradicional corpo a corpo, foi sem dúvida um dos fatores decisivos para a sua vitória. Desde então, sua imagem ficou cada vez mais pop e sua campanha virou alvo de estudos sobre como a internet pode ser utilizada para mobilizar as pessoas em torno de uma causa.
No Brasil, a "abordagem Obama" foi muito falada nas últimas eleições, mas de fato poucos foram os candidatos que usaram a internet realmente a seu favor, sobrando muito bate-boca virtual e pouca conversa. A "exceção" foi Marina Silva, que juntamente com sua campanha desenvolveu até mesmo um jogo ao estilo "Farmville" para gerar um maior envolvimento dos internautas. Seu perfil no Twitter ainda foi escolhido o melhor Twitter na categoria de política, no tradicional Shorty Awards, premiação voltada aos melhores perfis no microblog.
Mas, mesmo com todo o "amadorismo" que envolveu os candidatos brasileiros quando se fala de internet, a presidenta Dilma Rousseff está utilizando-se dela como um dos possíveis carros-chefes do seu governo, com o PNBL (Plano Nacional de Banda Larga) e de uma maior facilidade para investimentos em empresas de tecnologia no país, como é o exemplo da ampliação da Foxconn no Brasil. Além disso, o Senado nacional disponibiliza gratuitamente um aplicativo para iPhone e Android no qual os usuários podem acompanhar todos os acontecimentos da Casa.
As próximas eleições norte-americanas para a presidência se aproximam e Obama já saiu na frente. Inovando mais uma vez, ele anunciou a sua candidatura atráves de sua fanpage no Facebook no mês passado. Pouco depois, ele ainda foi até a sede da empresa, na Califórnia, para participar de uma sabatina online mediada pelo CEO do Facebook, Mark Zuckerberg. Semanas depois, a divulgação do assassinato do terrorista líder da Al Qaeda, Osama Bin Laden, se deu incialmente através do Twitter de um cidadão paquistanês. Depois de sua divulgação oficial, o número de menções e buscas sobre Bin Laden disparou na internet, e muita gente chegou até mesmo a cogitar que, com a morte do tão procurado terrorista, a vitória de Obama nas próximas eleições será fácil. Mas vale lembrar que George Bush (pai), ao final da Guerra do Golfo (a primeira, que aconteceu entre 1990 e 1991), tinha um enorme índice de aprovação de governo pelos americanos, mas mesmo assim perdeu as eleições para Bill Clinton. Isso sem contar que a economia norte-americana ainda anda bastante fragilizada, depois de uma série de problemas internos.
Outro meio que provavelmente será bastante utilizado nos Estados Unidos serão os serviços de geolocalização. O exemplo mais discutido até o momento é o do governador do Minessotta, Tim Pawlenty, que além de anunciar a sua pré-candidatura à presidência norte-americana, ainda está se utilizando de um meio de premiação aos apoiadores da sua campanha similar ao Foursquare, oferecendo pontos e badges cada vez que o apoiador completar tarefas como recrutar amigos ou declarar seu apoio. Existe ainda o Geopollster, no qual ao dar check-in no Foursquare, você também tem que dizer qual partido apóia, apontando quais locais tem uma maior concentração de eleitores de um determinado partido. Cada vez mais a internet se torna não apenas meio para encontrar seus amigos, mas também para ter o melhor acompanhamento do que acontece no seu país.
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