




"Como vivíamos sem a internet?" e "O que seria de nós sem o Google?" são as perguntas mais comuns hoje em dia. Esse espanto também surge a cada vez que utilizamos um serviço ou programa digital tido como essencial. Enquanto isso, mais da metade da humanidade não tem acesso à internet. Tudo bem, a internet é realmente uma coisa fascinante, e a sua facilidade de encontrar as coisas que procuramos é uma de suas funcionalidades mais notadas pelos seus usuários. Entretanto, o que acontece com o nosso espírito aventureiro?
Antigamente, caso você resolvesse procurar sobre determinado assunto ou produto, tinha que gastar um tempo em bibliotecas ou sair procurando pessoas, lojas e lugares com maiores informações, o que te levava a vivenciar novas coisas, além de lidar com portas na cara e outras dificuldades como distância, pistas erradas e horário. Mas, em compensação, o prazer no final da jornada era indescritível, e a dificuldade do processo dava mais ânimo. Agíamos como garimpadores ou arqueologistas, indo para terras nunca antes desbravadas em busca de nossas riquezas particulares e obscuras.
Atualmente o processo é bem mais simples: uma "googlada" e todo o caminho das pedras já está descrito. Com apenas um perfil, você mantém contato com todos os seus amigos e interesses. E por que não juntar tudo isso? Muitos usuários acham mais prático perguntar "onde posso encontrar..." e outras dúvidas aos seus contatos; dúvidas simples e que podem ser respondidas com um pouco mais de dedicação. E o Google ainda oferece um sistema de buscas cada vez mais social: ao procurar algo os primeiros resultados agora mostram os links que já foram compartilhados por seus contatos nas redes sociais ou avaliados como "+1". Com isso, visitamos agora os mesmos sites dos nossos relacionados, e numa analogia à música, estamos mais no repeat que no shuffle, sem contar que raramente um usuário passa das três primeiras páginas de resultados na busca tradicional.
Nesse sentido, a arqueologia digital está cada vez menos usual, a ponto de ver publicações perguntarem aos seus seguidores "qual pauta queriam ver", demonstrando falta de curiosidade, de espírito de procura-aventura e um desejo excessivo em apenas agradar o cliente, entregando para ele apenas aquilo que ele acha que quer ler. E, apesar do vintage estar na moda, as pessoas não se esforçam em sair escavando atrás do que gostam. Portanto, fica a dica: por mais que a internet facilite a nossa vida e o Google aparente ter a resposta para o universo e tudo mais, é bem melhor quando arregaçamos as mangas e agimos como arqueologistas dos nossos interesses, ao invés de esperarmos a resposta pronta vir de algo ou alguém.

Você conhece alguém que não gosta de chocolate? Claro, deve ter, mas não são encontrados com facilidade. Há quem tenha alergia, e isso é deveras triste. Mas há uma alternativa divertida que pode amenizar a situação: os chamados Easter Eggs na web. Sim, eles existem. Mas a experiência com os tais Ovos de Páscoa será totalmente virtual, nada paladartivo. A analogia vem das surpresinhas que são encontradas em Ovos de Páscoa de chocolate.
Easter Eggs (Ovos da Páscoa em inglês) são brincadeiras e segredos escondidos em páginas da web, jogos, programas, filmes, dentre outros. Esses códigos são inofensivos e, geralmente, não são encontrados com facilidade, mesmo que o usuário utilize o software por anos. Muitos confundem esses códigos ocultos com mensagens subliminares, mas não se engane. Easter Eggs são segredos virtuais, que não dão dicas imagéticas ou textuais.
Há diversas empresas que utilizam esse conceito para criar funções secretas aos softwares. A versão 3.0 do Mozilla Firefox veio com o comando about:robots que, se digitado na barra de endereços, levaria à página do robô mascote desta versão, contendo frases relacionadas a filmes de ficção científica, como “Eu, Robô”, “Blade Runner” e “O guia do mochileiro das galáxias”. Ainda nesta versão, foi criada uma sátira de Evangelhos e escritos religiosos. Ao digitar about:mozilla na barra de endereços do Firefox, o usuário era levado para uma página vermelha com um versículo bíblico escrito. O texto, supostamente, faz referência ao próprio navegador, citando um exército de seguidores de uma criatura renascida, que “sacrificaram lavouras com fogo, com a astúcia das raposas”. Neste versículo ainda são encontrados dois links nas palavras texto sagrado, que leva à página do Manifesto da Fundação Mozilla, e em contaram, cujo destino é a página do newsletter da comunidade do Projeto Mozilla.
O µTorrent (compartilhador de arquivos via torrent) trouxe à tona um dos minigames mais clássicos da história: o Tetris. Na seção Sobre µTorrent do programa, pressione CTRL + T e aparecerá uma pequena janela que se transforma na mesa do jogo.
No Freecell (jogo de cartas do Windows) da versão do Windows XP é possível evitar derrotas pressionando Ctrl+Shift+F10 durante o jogo. Na janela seguinte, selecione Anular (ou Abort). Clique em qualquer uma das cartas para ganhar o jogo. No jogo Paciência, pressione Alt+Shift+2 durante a partida para vencer tranquilamente.
O Windows Live Messenger (ferramenta de mensagem instantânea mais usada no mundo) possui alguns emoticons ocultos. Há dois emoticons que não aparecem na lista oficial do programa, que são o console Xbox da Microsoft (xx) e um cigarro queimando (ci).
Existe uma infinidade de Easter Eggs espalhados pela web, mensurá-los é praticamente impossível. Aproveite a sua Páscoa e vasculhe os seus programas, jogos e sites preferidos em busca de surpresinhas divertidas. É um bom presente virtual!

As mulheres provam a cada dia o quanto são importantes para as empresas. Diferente dos homens, elas se envolvem muito mais com as marcas e permanecem fiéis a elas quando são bem tratadas. Por isso, mulher na web está longe de ser um perigo, muito pelo contrário, é uma grande oportunidade para o crescimento de marcas, empresas e de participação no mercado.
Mulher satisfeita em relação a um produto e/ou marca não guardará essa informação para si. Vai contar ao mundo o que acha, o que sente e o benefício alcançado ao interagir com determinado produto. Não apenas através do boca a boca em um happy hour com os amigos, mas também nas redes sociais. Segundo a pesquisa da TNS, realizada no Brasil e em mais 45 países, elas dedicam em média sete horas semanais em redes sociais (uma hora a mais do que os homens) e aceitam com mais facilidade a intervenção de marcas em suas páginas no Orkut, Facebook e Twitter.
Atualmente, 83% das internautas brasileiras afirmam que, ao ver um comercial interessante na televisão, buscam mais informações na web sobre o produto, comprovando a importância da participação ativa das empresas na Internet. Muitas já utilizam o Twitter como ferramenta para tirar dúvidas, envio de sugestões e reclamações. As empresas devem ficar ligadas a isso e oferecer um serviço rápido e eficaz, para não agredir a imagem de seus produtos.
Ainda em relação à pesquisa, os produtos que as mulheres mais compram na web (ecommerce) são os cosméticos (30% das entrevistadas), roupas (26%), perfumes (24%), calçados (21%) e produtos de higiene e de cuidados para bebês (12%).
É fundamental entender o comportamento de compra do público feminino na Internet, quais são os seus verdadeiros interesses e criar oportunidades para que elas firmem ainda mais suas preferências em relação a produtos e marcas, além de aumentar o relacionamento entre consumidor e empresa.
